Te busquei nas rotas avessas , nos caminhos errôneos.Queria te encontrar e explodir em luz o amor que havia guardado.Te busquei em repulsas e recusas, esperas e chegadas sabendo-te meu até o cruzamento da estrada.Quando finalmente meu corpo se abrigou no teu abraço entreguei a ti minha felicidade.Era imenso demais para o pote dos problemas, a densidade da dor, o vazio da saudade.Eterno demais para os adeuses e claro demais para os porões de nossos medos.Se não se expandisse, sufocava, se não tocasse embrutecia, se não fosse cúmplice se tornaria suicida , se não compartilhasse se recolheria ao abandono.Era intenso demais para pouco tempo, desejo demais para poucas horas,puro demais para a realidade.Ele não aprendeu onde se encaixar nas fatalidades da vida, nos traumas do passado e não permitia a espontaneidade porque era incomum e não compartilhava os fatos da vida.Se partias ele queria sair junto na bagagem,se te recolhias ele queria simplesmente estar ali pendurado no teu corpo inerte.Era grande demais para pequenos feitos,e as janelas tornaram-se pequenas para tento dia, as noites curtas para tanta fala e a distância longa demais para a necessidade do encontro.Ele queria ocupar todas as arestas e vislumbrar a beleza onde não havia e por isto se afastava.E nenhuma mágoa era capaz de causar o afastamento, nenhuma raiva maior que a mesa posta, nenhum respirar que não sentisse o cheiro.E quando insanos caminhavamos perdidos,ele nos encontrava e sempre nos trazia de volta para mais uma vez nos tornar vivos.
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